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Não sei se todo mundo lembra da saga do umeshu – três blogueiras destemidas resolveram encarar o desafio de fazer em casa o licor de ameixa japonês que leva “apenas” um ano para ficar pronto.
Já posso adiantar que o meu umeshu não está nem um pouco bonito, as ameixas estão pequenas, enrrugadinhas e com cara de pouco apetitosas. A Andrea disse que o dela também não estava muito atraente e ficamos achando que deve ser assim – e imagino que os industrializados devam receber ameixas gordas, verdinhas e suculentas ao serem envasados.
Incentivada pela Dri, que abriu o pote dela há alguns dias, resolvi fazer a prova do meu, que também completou seis meses. Neste final de semana pude finalmente ter as primeiras impressões do nosso experimento:
- O aroma está bem suave e fresco, uma delícia – parece que foi feito com as flores e não com os frutos.
- A cor está bem clarinha (será que eu devia ter feito um caramelo antes?)
- O sabor de ameixa é suave, ele não está denso como os licores que tomei por aí, e não está tão doce quanto eu esperava.
- E ainda está bastante azedo e um tanto ácido, pontos decisivos para o veredicto: ainda não é a hora.
É isso gente. Agora, só setembro dirá se a receita de umeshu deu certo.
UPDATE: trocando umas mensagens pelo twitter com o Alexandre Iida, consultor de sakes e dono da Adega do Sake, fiquei sabendo que é preciso deixar 1 ano mesmo para chegar no ponto de equilíbrio entre a acidez do umê e o açúcar.
March 23rd, 2010

Em teoria, fazer o seu próprio umeshu não dá nenhum trabalho: alternam-se camadas de umê com açúcar em um grande pote de vidro, e o resto do volume é preenchido com shochu ou outro destilado incolor. Porém, na prática é preciso esperar 1 ANO para que a bebida atinja o ponto ideal.
Por isso, desde setembro eu, a Andrea Onishi e a Adriana Asimizo estamos pajeando os nossos potes e já especulamos sobre abrí-los em seis meses, quando o licor deve estar bom para uma primeira degustação, num lindo piquenique ao pé de uma ameixeira florida.
A receita que estou usando vem do link que a Andrea publicou no twitter que além de ter o passo-a-passo também explica que existem versões sazonais da bebida com outras frutas típicas do japão. Esse é o link para uma versão com morangos, que parece ótima.
A COMPRA DOS INGREDIENTES
Numa segunda-feira de setembro, logo pela manhã comecei a receber mensagens sobre o aparecimento de ume em pacotes nos mercadinhos da Liberdade. Tive informações sobre o peso, preço, endereços… tudo pelo twitter. Inclusive a alarmante notícia que de as batchians estavam comprando tudo.
Quando finalmente pude ir até lá, constatei que os preços dos ingredientes para umeshu variam bastante. Um bom exemplo foi o destilado incolor: o mesmo produto custa de 40 a 22 reais.
Existem tantas marcas e rótulos diferentes de shochu que decidi pedir ajuda na adega do bairro. Conversando com a vendedora, descobri que uma boa opção era comprar o álcool de cereais japonês produzido no distrito de Ginza/Tóquio, pois ele interferiria o mínimo no sabor do umeshu. Ela também me mostrou uma versão gaseificada para ocasiões especiais e o licor de yuzu (um tipo de limão japonês). Nota: o preço de R$ 95,00 me fez pensar seriamente em testar um licor com limão siciliano caso o umeshu dê certo.

A descoberta feliz do passeio foi encontrar por acaso o tal Rock Sugar em um providencial pacote de 1kg para licores. O Rock Sugar é resultado do resfriamento e cristalização de uma solução supersaturada de água e açúcar. É facilmente encontrado em pacotes menores, com pedrinhas bem pequenas e coloridas, comercializadas como balas – para quem assistiu A viagem de Chihiro são as estrelinhas que o Kamaji joga para os seus ajudantes de foligem.
O pacote custou R$ 8,00 em setembro, e na semana passada tinha em vários mercadinhos na Rua dos Estudantes.
November 9th, 2009

Com esse calor que tem feito, uma das minhas bebidas favoritas é o Umeshu Sawa (soda) a mistura de licor de ameixa japonesa (umê), gelo e água com gás.
A bebida é doce e licorosa, feita com a fruta que sempre associei a um sabor bastante azedo por causa das conserva (umeboshi) que é bastante apreciada pelos japoneses (e totalmente detestada por todos os meus amigos de infância que sempre caiam na história da “balinha rosa” japonesa).
Tem graduação alcóolica entre 10-15% e também é apreciada pura, só com gelo, misturada com àgua tônica, aquecida como saquê… e li que existem quem misture no chá, leite, cerveja e até no isotônico.
O umeshu é facilmente encontrado no bairro da Liberdade, em São Paulo. Existem várias versões engarrafas que variam de 11 a 85 Reais dependendo da quantidade (varia de 180ml a 1,2l), marca, origem e do estabelecimento.
O nacional tem mel na composição, é doce e faz sucesso entre as minhas amigas que gostam das bebidinhas doces. A versão japonesa, feita com saquê, agrada mais quem prefere bebidas menos adocicadas, mas ainda assim está longe de ser uma bebida seca.
Para saciar a curiosidade, é possível provar a dose por 11 a 18 reais em bares e restaurantes do bairro.
November 8th, 2009