Posts tagged 'receita'

Quem me segue pelo twitter sabe que ando encantada com o meu brinquedo novo: uma sorveteira elétrica linda que faz sobremesas geladas em 20-25 minutos. Mas ainda não fiz nada inédito que ninguém tenha visto pela rede nos blogs Technicolor Kitchen, La Cuisinetta e no livro “Todas as técnicas culinárias” da Le Cordon Bleu.
E como o show não pode parar, resolvi compartilhar uma receita da minha mãe. Não sei dizer se foi uma adpatação ou se foi simplesmente surrupiado de alguma das várias revistas de culinária que ela tinha, mas posso garantir que deve ter os toques originais que só ela sabe dar a tudo que faz. Fiz para um brunch que rolou aqui em casa e que agradou – é suave, leve, com um toquezinho cítrico e bem fácil de preparar. E rende bastante, ideal para aquelas reuniões grandes, lanches e almoços de família.
Se você é como eu, que também não sabe escolher um melão maduro, fica a dica que recebi: ao pressionar aquele botãozinho na lateral, a casca deve ceder. Um melão bom tem a casca sem imperfeições, rachaduras ou qualquer outra coisa que te faça desconfiar da qualidade dele. Se não encontrar, ou não quiser usar, o melão cantaloupe a receita também funciona só com o melão comum – só que aí vc faz o resto da receita pela metade ou usa dois melões e dobra tudo, ok?
Ah, não tenham dúvidas que farei uma versão para a sorveteira. ;)
Bolinhas de melão
Equipamento necessário:
- Boleador
- Pote grande com tampa (ou que seja fácil de cobrir com filme plástico)
Ingredientes:
- 1 melão maduro
- 1 melão cantaloupe
- suco de 3 limões
- 1/2 xícara de açúcar
- 1l de suco de pêssego (aquele de caixinha é perfeito)
- 1 lata de pêssego em calda
Modo de fazer:
- Corte os dois melões ao meio e retire as sementes.
- Com a ajuda de um boleador, vá cavando bolinhas pacientemente como num treino de karatê – finque o boleador, dé uma giradinha e puxe. Pare quando não houver mais polpa suficiente para bolinhas perfeitas e redondinhas. Reserve as bolinhas.
- Retire a polpa que sobrou dos dois melões com a ajuda de uma colher e bata no liquidificador com o suco de limão, o açúcar, o suco de pêssego, os pêssegos e metade da calda que estiver na lata – não tenha nojinho, é isso que vai dar um gosto especial. Pode bater até não sobrar nenhum pedacinho de fruta.
- Junte as bolinhas de melão à mistura e leve para gelar por pelo menos 4 horas ou o suficiente para ficar bastante gelado.
A receita rende aproximadamente 1,5l de uma deliciosa sobremesa para esses dias infernais de calor.
Notas:
- Pode-se usar limão siciliano para um sabor mais suave e nesse caso, recomendo também colocar as raspinhas para um resultado mais aromático. 2 a 3 sementinhas de cardamomo também fazem diferença – só lembre de passar a mistura por uma peneira antes de juntar às bolinhas, para tirar qualquer resquícios das sementes.
- Em casa, a minha mãe coloca na poncheira e deixa uma concha para que cada um se sirva à vontade. Mas se não for o caso, coloque em tigelinhas individuais e decore com folhinhas de hotelã.
- Se for para levar na casa de alguém, pode deixar no congelador depois de preparar. Leve para oa sua reunião e deixe num cantinho que até a hora de servir, fica no ponto.
November 27th, 2009

Em teoria, fazer o seu próprio umeshu não dá nenhum trabalho: alternam-se camadas de umê com açúcar em um grande pote de vidro, e o resto do volume é preenchido com shochu ou outro destilado incolor. Porém, na prática é preciso esperar 1 ANO para que a bebida atinja o ponto ideal.
Por isso, desde setembro eu, a Andrea Onishi e a Adriana Asimizo estamos pajeando os nossos potes e já especulamos sobre abrí-los em seis meses, quando o licor deve estar bom para uma primeira degustação, num lindo piquenique ao pé de uma ameixeira florida.
A receita que estou usando vem do link que a Andrea publicou no twitter que além de ter o passo-a-passo também explica que existem versões sazonais da bebida com outras frutas típicas do japão. Esse é o link para uma versão com morangos, que parece ótima.
A COMPRA DOS INGREDIENTES
Numa segunda-feira de setembro, logo pela manhã comecei a receber mensagens sobre o aparecimento de ume em pacotes nos mercadinhos da Liberdade. Tive informações sobre o peso, preço, endereços… tudo pelo twitter. Inclusive a alarmante notícia que de as batchians estavam comprando tudo.
Quando finalmente pude ir até lá, constatei que os preços dos ingredientes para umeshu variam bastante. Um bom exemplo foi o destilado incolor: o mesmo produto custa de 40 a 22 reais.
Existem tantas marcas e rótulos diferentes de shochu que decidi pedir ajuda na adega do bairro. Conversando com a vendedora, descobri que uma boa opção era comprar o álcool de cereais japonês produzido no distrito de Ginza/Tóquio, pois ele interferiria o mínimo no sabor do umeshu. Ela também me mostrou uma versão gaseificada para ocasiões especiais e o licor de yuzu (um tipo de limão japonês). Nota: o preço de R$ 95,00 me fez pensar seriamente em testar um licor com limão siciliano caso o umeshu dê certo.

A descoberta feliz do passeio foi encontrar por acaso o tal Rock Sugar em um providencial pacote de 1kg para licores. O Rock Sugar é resultado do resfriamento e cristalização de uma solução supersaturada de água e açúcar. É facilmente encontrado em pacotes menores, com pedrinhas bem pequenas e coloridas, comercializadas como balas – para quem assistiu A viagem de Chihiro são as estrelinhas que o Kamaji joga para os seus ajudantes de foligem.
O pacote custou R$ 8,00 em setembro, e na semana passada tinha em vários mercadinhos na Rua dos Estudantes.
November 9th, 2009

Encontrei um potinho de cranberries desidratadas naquele lugar chique dos Jardins que tem de tudo e depois de devorar mais da metade in natura, ganhei exatas 67g de mirtillo passa da Naomi Covacs. O jeito foi bolar um jeito de combinar ou pelo menos usar as duas frutinhas em uma receita.
Recebi algumas sugestões pelo twitter e segui a sugestão do Renato Moraes do Sugar Nut e somei cereais à receita dos cookies de limão com chocolate branco do Technocolor Kitchen.
Como estava curiosa, eu dividi a receita e coloquei cranberries + chocolate branco + cereais em uma parte e mirtillos + chocolate branco + cereais na outra.
Olhando os biscoitos lindos da Patrícia Scarpin, eu diria que o resultado final não deu lá muito certo. Misturei uma dose de ousadia (veja bem, o erro foi meu de adicionar ingredientes extras a uma mistura que não leva frutas a receita da Pati deve sair certinha se levada ao pé da letra), forno sem termômetro e distração ao nível máximo – perdi uma fornada porque fiquei esperando o timer apitar e os biscoitos já tinham virado carvãozinho… não custava nada ter dado uma espiadinha dentro do forno né?
De qualquer forma o sabor é ótimo e o curioso foi que a mesma massa ficou com gosto diferente por causa da variação das frutas.
O cranberry ressaltou o limão, deixado o cookie fresco e cítrico. Já o mirtillo, deixou a massa um pouco mais doce e bastante puxado para a baunilha, o que faz o limão quase não aparecer na boca.
Ah, também aproveitei para usar o extrato de baunilha nacional (9 reais por 30ml) que encontrei numa loja de produtos naturais. Apesar de ter uma aparência duvidosa por vir em uma embalagem translúcida e parecer um tanto aquosa, comparei com uma versão de extrato de baunilha americana e com uma essência de baunilha nacional. Farei um post mas adianto que o resultado não foi nada ruim viu – exceto pela embalagem que faz o extrato vazar pelo vidro.
September 16th, 2009
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