
O Tanabata Matsuri – o Festival das Estrelas é comemorado no Japão durante o mês de julho, inspirado na lenda do casal Orihime e Kengyu. Apaixonada, a princesa Orihime deixou de fazer suas obrigações e seu pai decidiu separar o casal e transformando-os em duas estrelas, Vega e Altair, que vagam separadas pela via-láctea. Mas uma vez por ano eles podem ser encontrar por uma noite e realizam os desejos das pessoas.

O sábado do Tanabata Matsuri na Liberdade começou promissor: o céu estava num azul maravilhoso e a praça da Liberdade estava lindamente decorada com grandes enfeites pendurados nos seus tradicionais postes. Por R$2 era possível pedir saúde, proteção dos céus, dinheiro e amor, o tema do pedido é sempre definido pela cor do papel e havia milhares de mensagens peduradas nos galhos de bambus espalhados pelas calçadas do bairro. Para reforçar a boa sorte, também é possível levar uma miniatura de tanabata e amuletos para casa.

Na Rua Galvão Bueno, a surpresa boa foi a barraca do gengibre, que a Andrea Oinishi do Superziper já tinha comentado durante a festa do Ano Novo Chinês. Muito bom o sorvete de massa com pequenos cristais de genbire e os suspiros feitos com rapas da especiaria estavam deliciosos – a idéia de colocar raspas de gengibre na receita foi uma ótima sacada, o ardidinho combina bem com o açúcar.

Infelizmente, para quem foi atrás de comida, o Festival das Estrelas foi além disso. Não havia nada além dos pratos da tradicional feira que é montada aos domingos na Praça da Liberdade. Não que a feira decepcione, pelo contrário, é lá que está uma das melhores porções de takoyaki (bolinho de polvo) da cidade, mas tinha dois quarteirões da Galvão Bueno livre do trânsito e lindamente decorados para receber iguarias tão boas quanto as que foram vendidas no Festival do Japão.
E tudo que vi foi uma barraquinha sem graça de pamonha, pastel… algum yakissoba… mas nada que fosse digno de nota.
O jeito é esperar pelo próximo festival…
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Nesse sábado e domingo na sede esportiva da ACENBO – Associação Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de Osasco acontece o 2º Japan Matsuri – o Festival de Cultura Japonesa de Osasco.
Para quem perdeu os festivais que aconteceram em São Paulo, essa é a chance de conhecer mais da cultura japonesa. Haverá exposições, workshops, apresentações de dança, cerimônia do chá e o mais importante: comida! :)
2º Japan Matsuri – 14 e 15 de agosto de 2010
Local: Sede esportiva da ACENBO
Rua Acenbro, 100, Jardim Umuarama – Osasco.
Sábado (14) – 10 às 21 horas
Domingo (15) – 10 às 19 horas
Ônibus gratuito ligando a Acenbo aos principais pontos da Av. dos Autonomistas: Top Shop, Shopping União, Carrefour, Wallmart e Bolsão estacionamento da Prefeitura.
Ingressos: R$ 5
Entrada gratuita para menores de 10 anos e maiores de 65 anos
Mais informações: site oficial.
13.08.10
O Festival do Japão não é só comes e bebes, em todas as edições é possível ver e aprender um pouco mais sobre arte e cultura japonesa. Entre as apresentações de danças típicas, barracas de produtos, workshops e exposições, encontrei coisinhas bastante interessantes.

Washi

Na área das Entidades Culturais, encontrei lindas folhas de washi – papel produzido manualmente a partir de longos feixes de arroz, que fazem dele um dos mais resistentes do mundo e por isso um dos materiais ideais para a restauração de livros. O washi também é amplamente utilizado para dobraduras, arte caligráfica, colagens e na confecção de objetos decorativos como luminárias e caixinhas.
Para quem mora em São Paulo, é possível ver de perto e comprar mais de 500 tipos de washi na World Paper, que fica na Vila Madalena.

Sumi-ê

O Sumi-ê é com certeza o meu estilo de pintura favorito. A técnica de origem chinesa existe desde o século II e tem bases filosóficas no Zen Budismo – diferente das artes ocidentais tem como objetivo a imagem final, o sumi-ê tem um foco maior no exercício da concentração, precisão e técnica rígida em que apenas o pincel toca o papel e sem possibilidade de correção. O resultado são lindas pinturas minimalistas, compostas de traços rápidos que retratam paisagens, animais e cenas do cotidiano cheias de leveza.
Os quadros expostos foram pintados pelos alunos da professora Suely Shiba que ensina a técnica nos bairros do Brooklin, Saúde e Vila Mariana.

Origami em tecido

A técnica de dobradura de papéis não é novidade mas Thaís Kato criou uma coleção de objetos para o dia-a-dia que são muito interessantes. No lugar do papel, a artesã usa tecidos com delicadas estampas como base para carteiras, porta-moedas, flores de cabelo, broches e marcadores de livro – esses me lembraram muito o Vitor Hugo :)
Para quem tiver interesse, o site tem uma lojinha online e um calendário de workshops e cursos profissionalizantes.
12.08.10


Muitos cliques bonitos no Rolê Fotográfico Olympus que aconteceu no Mercado Municipal de São Paulo, organizado pela Only U
Mais fotos aqui, aqui e dos outros participantes aqui.
11.08.10
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