Para quem está em São Paulo nos próximos finais de semana pode ser uma boa oportunidade de conhecer mais sobre a cultura japonesa através de exposições, worskhops, apresentações de danças típicas e o mais gostoso: comidas típicas.

13º Festival do Japão – 16, 17 e 18 de julho de 2010

Organizado pela Kenren – Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil desde 1998 o Festival do Japão tem como objetivo a divulgar a cultura e as tradições japonesas e o apoio a entidades assistenciais. Haverá exposições artísticas, palestras, worskhops sobre furoshiki, etiqueta japonesa social e à mesa, danças típicas e muita comida das 47 províncias que formam o país.
No site do Festival, a gastronomia recebeu uma página exclusiva, com a relação dos pratos e um mapa para você não perder nenhuma iguaria. E também haverá cursos gratuitos de pratos japoneses no sábado e no domingo.
Para os curiosos pela etiqueta, recomendo o curso da Lumi Toyoda. Participei de um worskhop no semestre passado e foi ótimo.
13º Festival do Japão – 16, 17 e 18 de julho de 2010
Sexta (16) – 12 às 21 horas
Sábado (17) – 10 às 21 horas
Domingo (18) – 10 às 18 horas
Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo – estacionamento R$20
Ônibus gratuito no metrô Jabaquara
Ingressos: R$ 7
Entrada gratuita para menores de 8 anos e maiores de 65 anos
Ingressos pela internet, no local e nos pontos de venda.
Mais informações: site oficial.

Tanabata Matsuri – 24 e 25 de julho de 2010
O Tanabata Mastsuri tradicionalmente é comemorado no sétimo dia do sétimo mês do caléndario lunar, mas este ano o bairro oriental da cidade comemora o festival das estrelas um pouco depois.
Seguindo a tradição, desejos são escritos num papel cuja cor indica se é para amor, paixão, saúde, dinheiro… e eles são pendurados nos galhos de bambus que enfeitam toda a Galvão Bueno. No final do festival, tudo é queimado para que os pedidos alcancem os céus pela fumaça.
A cerimônia de abertura acontece no sábado às 14h30 e no resto do dia haverá concurso de miss Tanabata e apresentação de dança. O evento é gratuito e acontece entre a Praça da Liberdade, a Rua Galvão Bueno e a Rua dos Estudantes.
Tanabata Matsuri (Festival das Estrelas) – 24 e 25 de julho de 2010
Local: bairro da Liberdade em São Paulo
Mais informações: Site oficial
16.07.10

Da mesma forma que as ameixas verdes podem ser usadas para fazer o umeshu, o limão-yuzu também produz um ótimo licor. O yuzushu é um licor bastante suave, cítrico e ótimo para se tomar gelado. Se você não tiver paciência para fazer um – porque a espera é longa – existem versões industrializadas, importadas do Japão, que são comercializados em garrafas na Liberdade, e também é possível desgustar uma dose em izakayas do bairro. Já provei os da marca Oze no Yukidoke e o Bar Yuzu Liqueur da Iitchiko, que vem em uma charmosa garrafinha verde.
Inspirada pela linda garrafa de Yuzu Lemon-shu, não tive dúvidas de que algumas frutas tinham destino certo. Com base no post do blog Kyoto Foodie e as dicas do Alexandre “Adegão” Iida, montei o meu segundo licor caseiro.


Mais uma vez o item mais trabalhoso da receita é a paciência. É preciso esperar quase um ano para se chegar num ponto ideal da mistura de álcool, açúcar e a acidez das frutas. Se você não tiver yuzu, não se preocupe, a receita também funciona com limão tahiti, siciliano e laranjas kinkan – e acho que um dia escreverei que qualquer fruta dando sopa pode virar um ótimo licor.

Yuzushu
Ingredientes
- 1kg de yuzu (de 5 a 7 limões)
- 2 garrafas de shochu 35%
- 1kg de rock sugar
Utensílios
Pote com tampa que tenha capacidade mínima de 2 litros.
Modo de fazer
- Lave bem as frutas
- Descasque e reserve as cascas e os gomos.
- Agora vai a parte mais trabalhosa: pegue a casca e retire toda a camada branca que tem dentro. Tirei tudo que pude e ainda assim dá pra sentir um saborzinho amargo bem leve… Então capriche.
- Esterilize o vidro com água quente
- Pegue as cascas e os gomos e coloque no pote junto com o açúcar. Na dúvida, resolvi seguir o mesmo esquema de intercalar os ingredientes como na recieta do umeshu
- Preencha o pote com o shochu.
- Arranje um lugar escuro, seco e seguro para o seu licor, pois é lá que ele vai descansar por um bom tempo.

As frutas ficam no fundo do pote por algum tempo e logo depois, passam para a parte de cima do pote. Seguindo o conselho do Alexandre, observei a mistura todos os dias na primeira semana. Assim que as frutas começaram a flutuar, abri o pote e retirei as cascas – isso evita que o licor fique amargo.
Aproveitei também para fazer pequenas provas durante esses primeiros dias, é possível notar as diferenças de acidez em poucos dias.
Dicas
- Qual é o melhor shochu? Não sei dizer se é o melhor, mas gosto do Godo porque é como um álcool de cereais, praticamente sem sabor para interferir no licor.
- Se você tiver potes menores, não vejo problema em dividir a receita em duas partes.
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08.07.10

Olha só a saudação do evento, o jeito foi obedecer! ;)
Nesse último domingo, aconteceu o primeiro encontro de blogueiros de comida em São Paulo na charmosíssima Cozinha da Matilde em Pinheiros.
A equipe do RangoCamp está de parabéns pela organização e pela escolha do local, muito aconchegante e decorado com tanto carinho e detalhes que não tem como não se sentir bem vindo. E não foi só uma tarde super “vai, gordinhos”, no encontro também teve workshop de cervejas, degustação às cegas, palestra sobre pingas, degustação e sorteio de Nega Fulô e muita gente querida, comidas e bebidas deliciosas.

Blogueiros vendados aguardando a degustação.
E quando digo que teve muitos pratos e quitutes saborosíssimos não é exagero, olha a listinha: pernil com pão caseiro, chips de kabotchá, de quiabo e de jiló, uma pamonha deliciosa, peixe assado com cogumelos e salada quente de batata, guacamole, yaki niku (churrasco japonês), gohan, amendoim, caldinho de chuchu com camarão, torta de escarola e três queijos, ravioli de ovo de codorna e ora-pro-nobis, brigadeiro de colher, doce de café com pistache, brigadeiro, cartola, tortinha de caju com coco, tortinha de chocolate, bolo de amêndoas, muffin de frutas vermelhas, cookies de chocolate com maracujá, panquecas com calda de frutas vermelhas, limoncello, francesinha… Ufa! E esses são são apenas os pratos que lembro porque com certeza teve muito mais.



Pratos lindos e alguns momentos do evento.
Achei fantástico o petit gateau de pequi, com farofa de pinhão e almondegas de frango com cozidinho de milho verde da Lara Januário, uma pena não ter uma foto bonita para mostrar… mas fiquem de olho porque com certeza vai ter fotos da Gabi Butcher e de outros bloggers rolando por aí.
E se por algum motivo você deixou de ir, não perca a próxima oportunidade! Não tenho os números oficiais, mas parece que teve mais de 35 blogueiros presentes e foi tudo num clima de muita troca, amizade e animação. Espero que o evento apareça em muitos outros cantos por aí. :)

Chips de kabotchá e tomates assados com alecrim.
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28.06.10
Como o blog anda um pouco ocioso, um post um pouco fora dos assuntos que costumo comentar.
Na semana passada, encontrei um pacote do biscoito australiano Tim Tam da marca australiana Arnott’s num empório em São Paulo.
Vou poupá-los de vídeos e fotos do Tim Tam slam, porque esse post não é para fazer propaganda, pelo contrário, é para avisar aos novidadeiros e curiosos que existe uma outra versão do mesmo biscoito sendo vendido numa rede de mercado da cidade que não tem nada a ver com esse primeiro produto.
Assim, na verdade tem a ver. O Tim Tam Wafer vem num pacote muito parecido com marca, nome, ilustração, formato idênticos e com um preço super tentador de R$2,50 – praticamente 7 vezes mais barato. Mas ao invés de ser produzido em aussie lands, é feito na Indonésia e com uma observação bastante curiosa no verso: “Not for sale in Australia or New Zeland”. Acho desnecessário comentar que a qualidade e o sabor não é compatível com a versão australiana. E o toque especial foi a fina camada esbranquiçada que vem por cima do chocolate, que tem gosto de cera… e que por ser wafer, portanto sem o recheio cremoso tão característico do produto original, não serve nem para fazer o tal slam.
Irk… e eu achando que Bis era ruim.
E não querendo copiar, mas já copiando….
Veredito: Tim Tam Wafer não presta!

Para vocês não confundirem – o australiano é o de baixo (que é super coisa bom)
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27.06.10
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