
Quando conheci a Nami Choux, queria contar algo de novo sobre o lugarzinho charmoso e que ficava perto de casa. Guardei o post, esperando por uma informação nova, não queria dizer as mesmas coisas de sempre. Eis que a novidade finalmente chegou, e infelizmente não é das melhores: a doceria fechou por tempo indeterminado no dia 10 de outubro.
A Nami Choux ocupava uma bela e elegante casa com pé direto alto, um lugar muito tranquilo e agradável para se tomar um café e apreciar os lindos doces – nem que fosse só com os olhos.

Uma matéria do caderno Paladar do jornal Estadão, explicou a diferença entre wagashi e yogashi, denominações utlizadas na culinária japonesa para diferenciar receitas tradicionais das que têm influência ocidental. E combinando técnicas francesas de pastelaria com um toque japonês, a proprietária Nami Komatsu criou alguns yogashi como o rocambole de matcha (chá verde) e pães ótimos. O meu favorito eram os choux cream de frutas vermelhas e o pão australiano, e ainda que o café não fosse perfeito em todas as vezes que estivesse por lá, o atendimento e o ambiente faziam a visita valer a pena.
Existe um aviso no site, mas sem justificativas. Por isso, fico na espera que eles reabram, mesmo que em um novo endereço e num formato menor. Enquanto isso não acontece, quem quiser provar wagashi pode recorrer a Itiriki Bakery e Doceria Alteza na Liberdade, a Doulce Delice que só faz encomendas pelo site e as coreanas Fresh Cake Factory e Bellapan no Bom Retiro.
Nami Choux (fechada)
Rua Manoel da Nóbrega, 521
Paraíso – São Paulo
De terça à domingo das 11h às 21h
www.namichoux.com.br
17.11.10
No mangá Gourmet existe um capítulo sobre as comidas prontas nos mercados, que descreve o protagonista comprando em uma loja de conveniência. São tantos produtos que a compra vira um verdadeiro banquete, com direito a entrada, prato principal e sobremesa.
Passeando pela Liberdade, notei que existem cada vez mais pratos semi-prontos made in japan nas gôndolas e freezers dos mercados. E fiquei supresa ao ver arroz pronto, cozido e embalado em potinhos à vácuo que atravessaram os mares para chegar ao consumidor brasileiro – afinal, o preparo do arroz japonês é consideravelmente simples: basta adicionar 2x a medida de arroz e deixar cozinhando na panela semi-aberta ou simplesmente acionar a panela elétrica.

Só que a curiosidade é sempre mais forte e pratos vapt-vupt são muito bem vindos, ainda mais para uma novidadeira assumida como eu. Resolvi provar o gyudon: uma porção de arroz com fatias de carne adocicada por cima. E mesmo sendo um prato fácil de ser encontrado em qualquer restaurante do bairro, resolvi adotar o estilo loja de conveniência e levei o pacote para casa.
Aqueci tudo na panela de vapor, seguindo as claras (e tradicionalmente ilustradas) instruções e em menos de 15 minutos estavam prontos o arroz e um sachê com uma misturinha – que se mostrou bem menos apetitosa do que embalagem prometia.
O veredito: o prato só serve para quando bate o desespero e não existe nenhuma dignidade para sair de casa em busca de comida. O molho é até gostoso, mas ralo demais para um gyudon. E o arroz… tem um leve e perturbador aroma e sabor de um arroz que foi cozido e ficou um bom tempinho fechado. Não chega a azedar, mas está longe de estar fresco.
Na foto até que ficou apetitoso, mas fiquei a refeição toda pensando que nada substitui comida fresquinha e feita na hora… ou que pelo menos não venha semi-pronta de tão longe.

28.10.10



Fotos: Estadão
Sumida, doente e correndo para colocar a vida em ordem. E é justamente nessas horas que toda dica de um lugarzinho bom para se refugiar é bem-vinda.
Hoje, no suplemento Divirta-se (do Estadão) saiu uma matéria sobre 10 lugares para se comer comida japonesa tradicional na cidade. Tem mapa com indicações e fotos que ilustram bem a lista feita por cinco chefes de destaque: Jun Sakamoto (chef do restaurante que leva seu nome), Shin Koike (Aizomê), Tsuyoshi Murakami (Kinoshita), Massanobu Haraguchi (Miyabi) e Edson Yamashita (Shin Zushi).
A lista é ótima e foi uma satisfação encontrar o Kuroda-san (Bueno) entre as recomendações. A D. Margarida (Izakaya Issa) e o Julinho (Sinhá) também foram merecidamente citados. E ainda que o Sinhá não sirva comida japonesa, acho tem tudo a ver com o tema “pequenos grandes mestres”.
Os restaurantes citados foram:
- Shinsei
- Pub Kei
- Shigue
- Kidoairaku
- Izakaya Issa
- Bueno
- Tempurá Ten
- Ajissai
- Aska
- Lamen Kazu
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17.09.10

Semana passada foi o lançamento oficial do sakê Jun Daiti, no Izakaya Issa, na Liberdade. A marca do Daiti já foi da Sakura e agora pertece à Diageo, multinacional que cuida de Johnnie Walker, Smirnoff, Cirôc e a da famosa cerveja irlandesa Guiness. Daiti Ever agora é Jun Daiti e a Diageo investiu também no redesenho da embalagem, o sakê apresenta uma linguagem moderna no rótulo e a garrafa agora é azul.
Produzido na Califórnia e envasado no Brasil pela Viti Cereser, é um sakê leve e talvez seja uma boa porta de entrada para o universo dessa bebida maravilhosa.
Uma curiosidade: sakê significa “bebida alcoólica”, ou seja, no Japão, toda bebida com teor alcoólico superior a 1% é considerado sakê. A bebida fermentada de arroz é conhecida como nihon-shu e deve ser apreciada em pequenos copos de cerâmica ou taças.
O sakê é bebido em diferentes temperaturas, mas podemos distinguir um bom sakê a 35ºC. No Japão as temperaturas variam de 10ºC a 55ºC. E no Brasil usamos o sakê em sakerinhas (ou caipisakes ou caipirinhas de sakê…)
Aproveitei a dica da querida Elissa Rocabado e fiz uma releitura da releitura de mojito, com o sakê Jun Daiti no lugar do rum e o resultado final muito bom.

Se o gosto do grapefruit não lhe agrada, não tem problema, a versão só com suco limão tahiti ou limão siciliano também dá certo. E não se esqueça de adicionar club soda ao finalizar o drink.
E você, como prefere desgustar o seu sakê?
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19.08.10
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