Festival do Japão 2010
28.07.10
O 13o. Festival do Japão foi ótimo em muitos sentidos e principalmente para quem foi em busca de comidas típicas – as associações cumpriram a promessa de oferecer especialidades de cada província.
Pratos típicos do Festival: porções generosas, com ótimos preços e qualidade.
Contrariando as expectativas, não havia filas para comprar os ingressos quando cheguei. Voluntários uniformizados e simpáticos orientavam o público nas catracas e na entrada do Festival. O Expo Imigrantes ofereceu uma ótima estrutura: área coberta para os expositores e a praça de alimentação na área externa com bastante espaço. E se todas as mesas estivessem ocupadas, ainda era possível se abrigar na arquibancada. Os caixas eletrônicos distribuídos pelo local foram essenciais para quem nunca carrega dinheiro.
A fome era grande e combinava com o meu confort food favorito: Okinawa soba. Também pedi a sopa de cabrito, o yagi-jiru que conheço a vida toda como hidjá. O caldo estava forte e mesmo colocando todo o gengibre ralado que acompanhava o prato, não consegui terminar – meu avô costumava deixar apenas a carne do cabrito no caldo que era servido e foi difícil encarar os grandes pedaços de gordura e pele. Para acompanhar, oniguiris, bolinhos de arroz, sem recheio passados apenas no sal. Também experimentei o karê-pan, pão recheado com curry, antes de sair em busca de fotos.
Notei com grande satisfação que havia takoyaki em pelo menos 3 barracas. Provei os da província de Tokushima e de Hyogo e estavam ótimos. O último tinha uma ótima embalagem para 10 bolinhos e a grelha tinha um sistema móvel que facilitava muito na hora de virar os bolinhos.
Havia muitas filas enquanto estive por lá e muitos pratos e produtos já tinham esgotado. O tão desejado limão-yuzu estava sendo vendido a R$2 o pacote com 3 frutas na barraca de Hanamatsu e obviamente não tinha mais nenhum quando chegou a minha vez de ser atendida. Mas pude degustar uma dose de umeshu feito com vodka por R$1 feito pela Associação Carmo Sakura que estava forte mas que combinou com o tempinho cinza e frio.
Na barraca da província de Kyoto, matei uma antiga vontade de dango, um espetinho com bolinhas feitas com farinha de arroz e assadas em churrasqueira com molho de shoyu adocicado.
Dentro do galpão principal acontecia o restante do evento e a área das crianças estava bastante movimentada. O destaque era a simulação de acampamento montada por escoteiros. Provei o “pão de caçador” que era assado na hora na fogueira de mentirinha. Com toquinhas, mãos higienizadas e bem comportados, grupos de crianças aprendiam como fazer seu próprio oniguiri na Praça do Oniguiri: um pequeno circuito mostrava as fases de montagem do bolinho de arroz e confesso que cobicei muito as forminhas.
O Festival foi ótimo só me arrependi de não ter ido com um calçado mais confortável para aguentar o vai e vem e as filas. Ano que vem, tênis e torcida para um dia mais ensolarado.











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1 Comment Add your own
1.
Tati | 29.07.10 at 08:18
Nham! Nossa que saudades do obentô…
Gostei que você mostrou as comidas diferentes, eu nem sabia que tinha tudo isso, geralmente a gente vai e só come yakissoba :)
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