Dia dos Namorados IV – Solteiro na cozinha
11.06.10
No post de hoje, o relato de um rapaz se dando muito bem na cozinha. O Bistrô Pregui perdôou o fato da receita dele não ter chegado a tempo e dá uma de cupido: ainda tem umas horas até o Dia dos Namorados e o Felipe Simões está solteiro minha gente. ;)
Terrine de figos com creme azedo e mel que o Felipe aprendeu com a querida Cozinha da Matilde
Sempre gostei de cozinhar. Mas minhas incursões culinárias eram sempre uma experiência bizarra atrás da outra. O resultado quase sempre (ok, sempre) eram uma surpresa, às vezes agradável, às vezes mais ou menos. Acho que na maioria das vezes saía mais ou menos e eu acabava comendo por geralmente cozinhar com fome e estar preparado pra comer até ragu de pedra com caroço de azeitona.
Estranhamente, eu com uma receita na mão conseguia tirar algo proveitoso dali. Dava conta de fazer brownie, lasanha e cheguei até a preparar uma feijoada quando morei na Bélgica. Foi um sufoco pra encontrar ingredientes, claro, mas numa lojinha portuguesa (quem cuidava eram brasileiros, como a maioria dos produtos) deu pra achar quase tudo e encontrar substitutos pro que não tinha. Pra piorar, não tinha panela de pressão, tive que deixar feijão de molho e fazer em partes. Mas o resultado ficou bem gostoso e como a maioria era gringa, aquilo ali servia.
Mesmo assim, sempre senti que faltava alguma teoria na minha prática culinária insana. Como fazer, por quê fazer, o que colocar junto, o que não colocar, a função disso, daquilo, proporções. Além do mais, é algo que eu tenho prazer de fazer, não só pra mim, mas também pra outras pessoas de quem gosto. Eis que a minha amiga Michelle Gomes me conta de um curso que ela fez e que estava super animada, várias receitas legais e eu fui ver qual era a do tal curso. Raciocinei da seguinte forma: sempre gostei de comer comida boa (como qualquer bom taurino), estava em vias de morar sozinho e não mais depender da minha mãe (que me acostumou mal pra caramba com seus quitutes e refeições deliciosos). Não havia momento mais perfeito pra encarar uma empreitada dessa natureza. E foi o que eu fiz.
Foi ótimo, porque foi exatamente o que eu precisava. Aprendi sobre utensílios, o que fazer, o que não fazer, como combinar ingredientes, como montar um cardápio, além das receitas deliciosas de entradas, pratos principais e até sobremesas. Parece até trivial, mas a quantidade e qualidade de conhecimento agregado deram um salto gigantesco na minha habilidade na cozinha. É claro que meu repertório ainda é limitado, mas deu pra ter opções além do basicão que eu (mal) sabia fazer. E agora vou saber olhar pra uma receita e talvez até montá-la de maneira diferente pra ficar do meu gosto. Ou do gosto de quem for comer.
Essa é a parte mais sensacional disso tudo. Poder cozinhar pra outras pessoas sem medo de errar e ficar tudo uma droga. Dá segurança pra preparar um jantar romântico, por exemplo, ou até mesmo um mimo pra mãe que sempre cozinhou, preparar uns quitutes pra uma festinha com amigos… Meu, eu aprendi a fazer pesto na faca! E fica ótimo!
Independente se nesse dia dos namorados você vai passar com alguém que gosta ou não, poder passar com uma comidinha que você preparou, com carinho E perícia, não tem preço.
Homens solteiros: pras mulheres, um cara que cozinha bem é um partidão já aí, vários defeitos são perdoados por conta desse “detalhe”;
Homens comprometidos: poder dividir a cozinha vai garantir uns bons anos de convivência pacífica e pode até aproximar mais o casal;
Mulheres, comprometidas ou solteiras: não custa aprimorar o que já sabem e encontrar alguma diversão numa tarefa considerada tão mundana. É difícil não se apaixonar por todas aquelas cores, sabores, experiências… A gente acaba encarando todo o processo, desde ir até o mercado/feira comprar os ingredientes, até o produto final todo lindo ali no prato, com outros olhos, outra boca!
Comer já é uma dádiva. Fazer a própria comida e se deliciar é divino.
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Felipe Simões é tradutor e intérprete, tecnólatra assumido, fotógrafo amador e músico. Adora comida boa e recentemente aventurou-se no curso Cozinhar sem stress para aperfeiçoar seus experimentos culinários. Corre muito (pouco) pra queimar os almoços gourmets. Seu único defeito é ser Corinthiano roxo e muito humilde. :)
Links Relacionados
- Dia dos Namorados I – Sugar Cookies decorados
- Dia dos Namorados II – Cupcake
- Dia dos Namorados III – Jantar
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5 Comments Add your own
1.
Letícia Massula | 11.06.10 at 20:41
Se corujice matasse… Moças, atentem para este rapaz, é um partidão!
2. Solteiro na cozinha&hellip | 11.06.10 at 23:15
[...] comida. Afinal, comida é pra ser vista, saboreada, sentida. Mas gostei bastante do resultado. Saboreiem! blog, comida, Cozinha, crônica, [...]
3.
naomi | 12.06.10 at 19:23
excelente post! Me identifiquei hahaha e esse figo deu água na boca, e fiquei curiosa com o curso da mathilde :)
Fê: vaicuritcha! hshahahaha
4.
Elisa Kawaii | 13.06.10 at 17:28
heeey Felipe! Conta pra gente qual foi o bendito curso que você fez! quero deixar de queimar minhas comidas e fazer pesto na faca também ;)
adorei o post, nath! bjoca e saudade, menina!
5.
Felipe | 14.06.10 at 00:38
Quanto amor, hein gente! Hahaha, adorei!
Na, eu recomendo, vc vai curtir o curso!
Elisa, minha mestra foi a Letícia, que fez o primeiro comentário aí em cima. Acessa o site dela que lá tem mais informações. O curso chama “cozinha sem estresse” e é uma delícia, além de ser uma baita terapia!!
Let, quando sai o “war culinário”? hehehe
#vaicurintcha!
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