Posts filed under 'novidadeira'

No Festival do Japão também teve espaço para bebidas. Os visitantes puderam degustar novas marcas de sake, shochu de licores de diversas regiões do Japão que em breve estarão à venda no Brasil.
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Da região de Nara, pela marca Umenotado virão mais opções para quem aprecia umeshu e yuzushu.
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Os sakes da marca Shirataki, da província de Niigata, nas versões frutada, seco e blue.
E a novidade é que a Yamato, que já tem 20 anos no mercado de importação e exportação, deve abrir o Kazu Sale Emporium em meados de setembro, na Liberdade. Passei pelo endereço indicado no panfleto que foi distribuído no Festival e aparentemente ainda há bastante coisa a ser feita. Segundo a Yamato, o local terá um “meste de sake” que terá como missão o controle de qualidade e a apresentação de novas bebidas aos clientes. Também haverá um bar e uma sala de chá para degustação, eventos e palestras de divulgação da cultura japonesa. Ah, e se você lembrou do Lamén Kazu e do Bistrô Kazu… algo me diz que não é mera coincidência.
July 29th, 2010
Como o blog anda um pouco ocioso, um post um pouco fora dos assuntos que costumo comentar.
Na semana passada, encontrei um pacote do biscoito australiano Tim Tam da marca australiana Arnott’s num empório em São Paulo.
Vou poupá-los de vídeos e fotos do Tim Tam slam, porque esse post não é para fazer propaganda, pelo contrário, é para avisar aos novidadeiros e curiosos que existe uma outra versão do mesmo biscoito sendo vendido numa rede de mercado da cidade que não tem nada a ver com esse primeiro produto.
Assim, na verdade tem a ver. O Tim Tam Wafer vem num pacote muito parecido com marca, nome, ilustração, formato idênticos e com um preço super tentador de R$2,50 – praticamente 7 vezes mais barato. Mas ao invés de ser produzido em aussie lands, é feito na Indonésia e com uma observação bastante curiosa no verso: “Not for sale in Australia or New Zeland”. Acho desnecessário comentar que a qualidade e o sabor não é compatível com a versão australiana. E o toque especial foi a fina camada esbranquiçada que vem por cima do chocolate, que tem gosto de cera… e que por ser wafer, portanto sem o recheio cremoso tão característico do produto original, não serve nem para fazer o tal slam.
Irk… e eu achando que Bis era ruim.
E não querendo copiar, mas já copiando….
Veredito: Tim Tam Wafer não presta!

Para vocês não confundirem – o australiano é o de baixo (que é super coisa bom)
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June 27th, 2010

Ficar por aí perguntando pela internet, no twitter e para todo mundo sobre frutas e ingredientes que poucos conhecem, só faz bem para minha fama de obcecada.
Meu avô, que viveu até a minha idade em Naha, capital de Okinawa, e dizia que limões não deviam ser comidos, que nada tão azedo faria bem e descartava caixas e mais caixas de limões sudachi (outro cítrico japonês que faz a minha cabeça).
As árvores eram tidas como ornamentais e mesmo vivendo quase 70 anos em terras brasileiras, não se acostumou com a idéia de se alimentar com as frutas. Imagino que se ele fosse vivo, ele estaria dizendo que eu não tenho jeito mesmo… Mas confesso que ter finalmente um yuzu em mãos me deu uma satisfação muito boa.
Há alguns posts, era grande a decepção ao relatar a primeira receita usando o yuzu-kosho. E semanas mais tarde o yuzu lemon (yuzushu) entrava para o hall das minhas bebidas favoritas. Essa mistura de sentimentos só me deixou mais curiosa.
A Marisa Ono me mandou algumas informações sobre a fruta pelo twitter, encontrei no post na Neide Rigo a informação de que era preciso mais que sementes para ter uma árvore exclusiva no quintal – por ser um híbrido (Citrus ichangensis x Citrus reticulata var. austera) o yuzu precisa de uma muda… e notei que ele podia ser chamado, e por que não, de limão. Daí se seguiram contatos com associações de citricultura, agricultores, parentes no interior…
Eis que um dia, o Alexandre Iida, da Adega de Sake, teve a mais feliz das idéias: me contou que recebia algumas frutas in natura, mas que era preciso acender velas, fazer promessas e contar com muita sorte para chegar neles antes de alguns chefs japoneses bastante renomados na cidade.
Quando a primeira semana de maio terminou, recebi um SMS dizendo que ele estava a minha procura: voilá! O yuzu finalmente tinha aparecido (e desaparecido porque fiquei sabendo que no mesmo dia não havia mais nenhuma fruta na loja).
Já fiz licor (sim! yuzushu à vista!), geléia, bolo, sorvete… só não consegui inventar mais porque as frutas estava muito maduras. Congelei uma parte do suco e mandei alguns de presente de aniversário para o Vitor Hugo, porque nosso conhecido taurino estava há bastante tempo falando do fantástico bolo chiffon da Mari Hirata. Só consegui despachar 3 frutas, mas foi de coração. :)
O Yuzu

O yuzu é do tamanho de uma tangerina. Tem um aroma muito gostoso e cítrico, que lembra levemente um grapefruit. A casca é grossa e a cor dos gomos é amarelo-pálido e diferente do limão tahiti e do siciliano, existe uma camada grossa de pectina, que lembra cidra. Tem várias sementes e para se obter 100ml de suco é preciso 2-3 frutas de tamanho médio – quantidade suficiente para deixar meu bolo chiffon muito saboroso.
A fruta tem origem chinesa e foi introduzida no Japão pelos coreanos no ano 710, no período Nara. Pelas matérias que andei lendo, parece que não é só por aqui que a fruta é difícil de ser encontrada. É um dos poucos cítricos que resiste à baixas temperaturas 9oC e é cheia de espinhos. Mesmo no Japão é considerada especial e cara, sendo amplamente utilizado na culinária, cosméticos e para.. banhos!
Desde a primeira colheita o yuzu é aproveitado de diversas formas. Quando verde e pequeno, são feitos pastas como o yuzu-kosho, e a casca também é adicionado à caldos e sopas. Ao amadurecerem, a casca torna-se amarela-dourada, o sabor e o aroma do yuzu mudam, aproveitando-o para pratos especiais, como o Yuzu-Gama; em que o yuzu é literalmente usado como pote.
Muitas casas japonesas mantêm algumas frutas durante a semana do solstício de inverno (toji), no finalzinho do mês de dezembro – celebrado com um banho de yuzu (yuzu yu) , para o qual são jogadas várias frutas na banheira. Acredita-se que inalar o vapor aromatizado e energético de yuzu traz proteção e saúde para todo o ano seguinte.
O visual é incrível, mas fiquei na dúvida se eu toparia um banho público com um monte limões…
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June 2nd, 2010

Estive doente e agora é preciso correr atrás de quase 4 semanas fora do ar. Alguma febre e perdendo a fome por causa dos remédios e as dores musculares que essas malditas viroses sem nome trazem. Como boa capricorniana, em nove anos de trabalho, não lembro de ter pedido para ficar em casa e dessa vez, fiquei quase 9 dias parada – com direito a perder o feriadinho no meio da semana.
Aconteceram coisas que infelizmente ainda não foram registradas aqui: fui de convidada do convidado para o evento realizado pela Brastemp em São Paulo, o Dinner in the Sky – onde um jantar maravilhoso foi servido a 45m do chão. Mas vou colocar o post no ar, ainda que tardio, porque as fotos ficaram lindas.
Fiz como mandam os médicos e descansei, não bebi e tomei todos os comprimidos. Mas nada disso evitou que os afazeres ganhassem pitadas de fermento e eles dobraram, triplicaram de volume! Nessas horas, queria uma garrafinha como a que Alice encontra, mas para conseguir clones em vez de uns metros a mais…
Mas não deixei o blog de lado e já estou com posts no forno: yuzu, culinária do sul da China, um sakê feito pelas mãos de Deus e uma seleção especial de posts para o Dia dos Namorados com blogueiros e amigos convidados.
E se você ainda não achou a sua alma-gêmea, não se preocupe porque também tem espaço para solteiros nesse esquema. :)
May 19th, 2010