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Festival do Japão – outras curiosidades

O Festival do Japão não é só comes e bebes, em todas as edições é possível ver e aprender um pouco mais sobre arte e cultura japonesa. Entre as apresentações de danças típicas, barracas de produtos, workshops e exposições, encontrei coisinhas bastante interessantes.

Washi

Festival do Japão 2010 Festival do Japão 2010

Na área das Entidades Culturais, encontrei lindas folhas de washi – papel produzido manualmente a partir de longos feixes de arroz, que fazem dele um dos mais resistentes do mundo e por isso um dos materiais ideais para a restauração de livros. O washi também é amplamente utilizado para dobraduras, arte caligráfica, colagens e na confecção de objetos decorativos como luminárias e caixinhas.

Para quem mora em São Paulo, é possível ver de perto e comprar mais de 500 tipos de washi na World Paper, que fica na Vila Madalena.

Sumi-ê

Festival do Japão 2010 Festival do Japão 2010
O Sumi-ê é com certeza o meu estilo de pintura favorito. A técnica de origem chinesa existe desde o século II e tem bases filosóficas no Zen Budismo – diferente das artes ocidentais tem como objetivo a imagem final, o sumi-ê tem um foco maior no exercício da concentração, precisão e técnica rígida em que apenas o pincel toca o papel e sem possibilidade de correção. O resultado são lindas pinturas minimalistas, compostas de traços rápidos que retratam paisagens, animais e cenas do cotidiano cheias de leveza.

Os quadros expostos foram pintados pelos alunos da professora Suely Shiba que ensina a técnica nos bairros do Brooklin, Saúde e Vila Mariana.

Origami em tecido

Festival do Japão 2010
A técnica de dobradura de papéis não é novidade mas Thaís Kato criou uma coleção de objetos para o dia-a-dia que são muito interessantes. No lugar do papel, a artesã usa tecidos com delicadas estampas como base para carteiras, porta-moedas, flores de cabelo, broches e marcadores de livro – esses me lembraram muito o Vitor Hugo :)

Para quem tiver interesse, o site tem uma lojinha online e um calendário de workshops e cursos profissionalizantes.

Add comment August 12th, 2010

Pedacinho da Liberdade nos Jardins

Para encontrar lugarzinhos bons na cidade, é preciso ser corajoso e não ter medo de arriscar. Com esse espírito que eu fui atrás de um endereço que vi afixado na parede do Porque Sim (acredite, esse é o nome de um restaurante na Liberdade).

Num modelo mais enxuto, há seis meses o Porque Sim Yakitori House oferece um cardápio com 4 tipos de teishoku, algumas entradinhas, udon e sobá, temaki, tirashi e combinados de sushi/sashimi. Mas o próprio cardápio parece tender para um clima de happy hour regado à shochu, sake e cerveja.

São mais de 20 tipos de espetinhos que podem ser comprados em kits com 10, 20 e 30 unidades. O yakitori é um espetinho, um pouco menor que a versão de churrasco, feito com carne de frango. No Porque Sim também existem opções com carne, salmão, legumes e até oniguiris (bolinhos de arroz). E uma vez na churrasqueira, os espetinhos de bambu são temperados com sal ou molho tarê – molho de redução de shoyu adocicado.

Os favoritos foram o de frango com umê, shimeji com bacon, coração, cubos de língua de boi, batatinhas com mantiga e sal e o de cebolinha. Entre as entradinhas, o cheese furai, rolinhos de massa fina recheados com queijo, e acompanhado com ketchup, foi a unanimidade.

Porque Sim

Não tem o karaokê-box, nem a variedade de pratos do outro restaurante, mas combinou com o tempo agradável que fez durante a semana. Ainda é preciso repensar a fachada do restaurante que praticamente desaparece entre as três outras casas de comida japonesa. Mas importante é ter um cantinho da Liberdade nos Jardins à disposição até às 22h30 e que aceita cartão.

Porque Sim – Yakitori House
Alameda Campinas, 1289
Jardins – São Paulo
2533-9299

Add comment July 30th, 2010

Festival do Japão – Sake e shochu

FestivalJapao-20

No Festival do Japão também teve espaço para bebidas. Os visitantes puderam degustar novas marcas de sake, shochu de licores de diversas regiões do Japão que em breve estarão à venda no Brasil.

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Da região de Nara, pela marca Umenotado virão mais opções para quem aprecia umeshu e yuzushu.

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Os sakes da marca Shirataki, da província de Niigata, nas versões frutada, seco e blue.

E a novidade é que a Yamato, que já tem 20 anos no mercado de importação e exportação, deve abrir o Kazu Sake Emporium em meados de setembro, na Liberdade. Passei pelo endereço indicado no panfleto que foi distribuído no Festival e aparentemente ainda há bastante coisa a ser feita. Segundo a Yamato, o local terá um “meste de sake” que terá como missão o controle de qualidade e a apresentação de novas bebidas aos clientes. Também haverá um bar e uma sala de chá para degustação, eventos e palestras de divulgação da cultura japonesa. Ah, e se você lembrou do Lamén Kazu e do Bistrô Kazu… algo me diz que não é mera coincidência.

3 comments July 29th, 2010

Festival do Japão 2010

O 13o. Festival do Japão foi ótimo em muitos sentidos e principalmente para quem foi em busca de comidas típicas – as associações cumpriram a promessa de oferecer especialidades de cada província.

Festival do Japão 2010 Festival do Japão 2010
Festival do Japão 2010 Festival do Japão 2010
Festival do Japão 2010 Festival do Japão 2010
Pratos típicos do Festival: porções generosas, com ótimos preços e qualidade.

Contrariando as expectativas, não havia filas para comprar os ingressos quando cheguei. Voluntários uniformizados e simpáticos orientavam o público nas catracas e na entrada do Festival. O Expo Imigrantes ofereceu uma ótima estrutura: área coberta para os expositores e a praça de alimentação na área externa com bastante espaço. E se todas as mesas estivessem ocupadas, ainda era possível se abrigar na arquibancada. Os caixas eletrônicos distribuídos pelo local foram essenciais para quem nunca carrega dinheiro.

Festival do Japão 2010

A fome era grande e combinava com o meu confort food favorito: Okinawa soba. Também pedi a sopa de cabrito, o yagi-jiru que conheço a vida toda como hidjá. O caldo estava forte e mesmo colocando todo o gengibre ralado que acompanhava o prato, não consegui terminar – meu avô costumava deixar apenas a carne do cabrito no caldo que era servido e foi difícil encarar os grandes pedaços de gordura e pele. Para acompanhar, oniguiris, bolinhos de arroz, sem recheio passados apenas no sal. Também experimentei o karê-pan, pão recheado com curry, antes de sair em busca de fotos.

Festival do Japão 2010 Festival do Japão 2010

Notei com grande satisfação que havia takoyaki em pelo menos 3 barracas. Provei os da província de Tokushima e de Hyogo e estavam ótimos. O último tinha uma ótima embalagem para 10 bolinhos e a grelha tinha um sistema móvel que facilitava muito na hora de virar os bolinhos.

Festival do Japão 2010 Festival do Japão 2010

Havia muitas filas enquanto estive por lá e muitos pratos e produtos já tinham esgotado. O tão desejado limão-yuzu estava sendo vendido a R$2 o pacote com 3 frutas na barraca de Hanamatsu e obviamente não tinha mais nenhum quando chegou a minha vez de ser atendida. Mas pude degustar uma dose de umeshu feito com vodka por R$1 feito pela Associação Carmo Sakura que estava forte mas que combinou com o tempinho cinza e frio.

Na barraca da província de Kyoto, matei uma antiga vontade de dango, um espetinho com bolinhas feitas com farinha de arroz e assadas em churrasqueira com molho de shoyu adocicado.

Festival do Japão 2010

Dentro do galpão principal acontecia o restante do evento e a área das crianças estava bastante movimentada. O destaque era a simulação de acampamento montada por escoteiros. Provei o “pão de caçador” que era assado na hora na fogueira de mentirinha. Com toquinhas, mãos higienizadas e bem comportados, grupos de crianças aprendiam como fazer seu próprio oniguiri na Praça do Oniguiri: um pequeno circuito mostrava as fases de montagem do bolinho de arroz e confesso que cobicei muito as forminhas.

O Festival foi ótimo só me arrependi de não ter ido com um calçado mais confortável para aguentar o vai e vem e as filas. Ano que vem, tênis e torcida para um dia mais ensolarado.

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1 comment July 28th, 2010

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