
Semana passada foi o lançamento oficial do sakê Jun Daiti, no Izakaya Issa, na Liberdade. A marca do Daiti já foi da Sakura e agora pertece à Diageo, multinacional que cuida de Johnnie Walker, Smirnoff, Cirôc e a da famosa cerveja irlandesa Guiness. Daiti Ever agora é Jun Daiti e a Diageo investiu também no redesenho da embalagem, o sakê apresenta uma linguagem moderna no rótulo e a garrafa agora é azul.
Produzido na Califórnia e envasado no Brasil pela Viti Cereser, é um sakê leve e talvez seja uma boa porta de entrada para o universo dessa bebida maravilhosa.
Uma curiosidade: sakê significa “bebida alcoólica”, ou seja, no Japão, toda bebida com teor alcoólico superior a 1% é considerado sakê. A bebida fermentada de arroz é conhecida como nihon-shu e deve ser apreciada em pequenos copos de cerâmica ou taças.
O sakê é bebido em diferentes temperaturas, mas podemos distinguir um bom sakê a 35ºC. No Japão as temperaturas variam de 10ºC a 55ºC. E no Brasil usamos o sakê em sakerinhas (ou caipisakes ou caipirinhas de sakê…)
Aproveitei a dica da querida Elissa Rocabado e fiz uma releitura da releitura de mojito, com o sakê Jun Daiti no lugar do rum e o resultado final muito bom.

Se o gosto do grapefruit não lhe agrada, não tem problema, a versão só com suco limão tahiti ou limão siciliano também dá certo. E não se esqueça de adicionar club soda ao finalizar o drink.
E você, como prefere desgustar o seu sakê?
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August 19th, 2010

Da mesma forma que as ameixas verdes podem ser usadas para fazer o umeshu, o limão-yuzu também produz um ótimo licor. O yuzushu é um licor bastante suave, cítrico e ótimo para se tomar gelado. Se você não tiver paciência para fazer um – porque a espera é longa – existem versões industrializadas, importadas do Japão, que são comercializados em garrafas na Liberdade, e também é possível desgustar uma dose em izakayas do bairro. Já provei os da marca Oze no Yukidoke e o Bar Yuzu Liqueur da Iitchiko, que vem em uma charmosa garrafinha verde.
Inspirada pela linda garrafa de Yuzu Lemon-shu, não tive dúvidas de que algumas frutas tinham destino certo. Com base no post do blog Kyoto Foodie e as dicas do Alexandre “Adegão” Iida, montei o meu segundo licor caseiro.


Mais uma vez o item mais trabalhoso da receita é a paciência. É preciso esperar quase um ano para se chegar num ponto ideal da mistura de álcool, açúcar e a acidez das frutas. Se você não tiver yuzu, não se preocupe, a receita também funciona com limão tahiti, siciliano e laranjas kinkan – e acho que um dia escreverei que qualquer fruta dando sopa pode virar um ótimo licor.

Yuzushu
Ingredientes
- 1kg de yuzu (de 5 a 7 limões)
- 2 garrafas de shochu 35%
- 1kg de rock sugar
Utensílios
Pote com tampa que tenha capacidade mínima de 2 litros.
Modo de fazer
- Lave bem as frutas
- Descasque e reserve as cascas e os gomos.
- Agora vai a parte mais trabalhosa: pegue a casca e retire toda a camada branca que tem dentro. Tirei tudo que pude e ainda assim dá pra sentir um saborzinho amargo bem leve… Então capriche.
- Esterilize o vidro com água quente
- Pegue as cascas e os gomos e coloque no pote junto com o açúcar. Na dúvida, resolvi seguir o mesmo esquema de intercalar os ingredientes como na recieta do umeshu
- Preencha o pote com o shochu.
- Arranje um lugar escuro, seco e seguro para o seu licor, pois é lá que ele vai descansar por um bom tempo.

As frutas ficam no fundo do pote por algum tempo e logo depois, passam para a parte de cima do pote. Seguindo o conselho do Alexandre, observei a mistura todos os dias na primeira semana. Assim que as frutas começaram a flutuar, abri o pote e retirei as cascas – isso evita que o licor fique amargo.
Aproveitei também para fazer pequenas provas durante esses primeiros dias, é possível notar as diferenças de acidez em poucos dias.
Dicas
- Qual é o melhor shochu? Não sei dizer se é o melhor, mas gosto do Godo porque é como um álcool de cereais, praticamente sem sabor para interferir no licor.
- Se você tiver potes menores, não vejo problema em dividir a receita em duas partes.
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July 8th, 2010