Umeshu – parte II

Em teoria, fazer o seu próprio umeshu não dá nenhum trabalho: alternam-se camadas de umê com açúcar em um grande pote de vidro, e o resto do volume é preenchido com shochu ou outro destilado incolor. Porém, na prática é preciso esperar 1 ANO para que a bebida atinja o ponto ideal.

Por isso, desde setembro eu, a Andrea Onishi e a Adriana Asimizo estamos pajeando os nossos potes e já especulamos sobre abrí-los em seis meses, quando o licor deve estar bom para uma primeira degustação, num lindo piquenique ao pé de uma ameixeira florida.

A receita que estou usando vem do link que a Andrea publicou no twitter que além de ter o passo-a-passo também explica que existem versões sazonais da bebida com outras frutas típicas do japão. Esse é o link para uma versão com morangos, que parece ótima.

A COMPRA DOS INGREDIENTES

Numa segunda-feira de setembro, logo pela manhã comecei a receber mensagens sobre o aparecimento de ume em pacotes nos mercadinhos da Liberdade. Tive informações sobre o peso, preço, endereços… tudo pelo twitter. Inclusive a alarmante notícia que de as batchians estavam comprando tudo.

Quando finalmente pude ir até lá, constatei que os preços dos ingredientes para umeshu variam bastante. Um bom exemplo foi o destilado incolor: o mesmo produto custa de 40 a 22 reais.

Existem tantas marcas e rótulos diferentes de shochu que decidi pedir ajuda na adega do bairro. Conversando com a vendedora, descobri que uma boa opção era comprar o álcool de cereais japonês produzido no distrito de Ginza/Tóquio, pois ele interferiria o mínimo no sabor do umeshu. Ela também me mostrou uma versão gaseificada para ocasiões especiais e o licor de yuzu (um tipo de limão japonês). Nota: o preço de R$ 95,00 me fez pensar seriamente em testar um licor com limão siciliano caso o umeshu dê certo.

A descoberta feliz do passeio foi encontrar por acaso o tal Rock Sugar em um providencial pacote de 1kg para licores. O Rock Sugar é resultado do resfriamento e cristalização de uma solução supersaturada de água e açúcar. É facilmente encontrado em pacotes menores, com pedrinhas bem pequenas e coloridas, comercializadas como balas – para quem assistiu A viagem de Chihiro são as estrelinhas que o Kamaji joga para os seus ajudantes de foligem.

O pacote custou R$ 8,00 em setembro, e na semana passada tinha em vários mercadinhos na Rua dos Estudantes.

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