Cubinhos de Queijo Coalho com Tapioca

Estou sem receitas queridos, mas como ainda paira no ar os requícios da generosidade e dos bons votos do final de ano, deixo para vocês os famosos (e deliciosos) cubinhos de queijo coalho com tapioca, obra das abençoadas mãos do Rodrigo Oliveira – chef do restaurante Mocotó. Conheci ambos no mês passado no encontro da lista Blogs de Comida – com as companhias mais que agradáveis de blogueiros e seus digníssimos. Tive como companheiros de aventura – porque pra chegar lá foi preciso GPS e iPhone conectados conferindo cada curva  – do Vitor Hugo (aka @pratofudo) e a Naomi Covacs (@laconics).

Comida ótima, companhia agradável e a certeza de que a vida… ah gente, é muito boa. E fica melhor regada com Francesinha.

Que esse seja um Feliz 2010 para todos nós!

Update: Os cubinhos são servidos com molho de pimenta Blue Dragon, que antes era encontrado facilmente na rede de supermercados Pão de Açúcar e que agora sumiu. Confesso que não fui procurar na Liberdade e simplesmente substituí por geléia de pimenta (existe algumas da Queensberry e da Cia das Pimentas). Mas a coisa boa é que receita original do Rodrigo tinha uma geléia de mixirica a base de Tanjal! Sim, aquele suco de lata que me dá arrepios só de lembrar. Se interessar, a receita está aqui.

2 comments 12.01.10

Bolinhas de melão

Quem me segue pelo twitter sabe que ando encantada com o meu brinquedo novo: uma sorveteira elétrica linda que faz sobremesas geladas em 20-25 minutos. Mas ainda não fiz nada inédito que ninguém tenha visto pela rede nos blogs Technicolor Kitchen, La Cuisinetta e no livro “Todas as técnicas culinárias” da Le Cordon Bleu.

E como o show não pode parar, resolvi compartilhar uma receita da minha mãe. Não sei dizer se foi uma adpatação ou se foi simplesmente surrupiado de alguma das várias revistas de culinária que ela tinha, mas posso garantir que deve ter os toques originais que só ela sabe dar a tudo que faz. Fiz para um brunch que rolou aqui em casa e que agradou – é suave, leve, com um toquezinho cítrico e bem fácil de preparar. E rende bastante, ideal para aquelas reuniões grandes, lanches e almoços de família.

Se você é como eu, que também não sabe escolher um melão maduro, fica a dica que recebi: ao pressionar aquele botãozinho na lateral, a casca deve ceder. Um melão bom tem a casca sem imperfeições, rachaduras ou qualquer outra coisa que te faça desconfiar da qualidade dele. Se não encontrar, ou não quiser usar, o melão cantaloupe a receita também funciona só com o melão comum – só que aí vc faz o resto da receita pela metade ou usa dois melões e dobra tudo, ok?

Ah, não tenham dúvidas que farei uma versão para a sorveteira. ;)

Bolinhas de melão
Equipamento necessário:
- Boleador
- Pote grande com tampa (ou que seja fácil de cobrir com filme plástico)

Ingredientes:
- 1 melão maduro
- 1 melão cantaloupe
- suco de 3 limões
- 1/2 xícara de açúcar
- 1l de suco de pêssego (aquele de caixinha é perfeito)
- 1 lata de pêssego em calda

Modo de fazer:
- Corte os dois melões ao meio e retire as sementes.
- Com a ajuda de um boleador, vá cavando bolinhas pacientemente como num treino de karatê – finque o boleador, dé uma giradinha e puxe. Pare quando não houver mais polpa suficiente para bolinhas perfeitas e redondinhas. Reserve as bolinhas.
- Retire a polpa que sobrou dos dois melões com a ajuda de uma colher e bata no liquidificador com o suco de limão, o açúcar, o suco de pêssego, os pêssegos e metade da calda que estiver na lata – não tenha nojinho, é isso que vai dar um gosto especial. Pode bater até não sobrar nenhum pedacinho de fruta.
- Junte as bolinhas de melão à mistura e leve para gelar por pelo menos 4 horas ou o suficiente para ficar bastante gelado.

A receita rende aproximadamente 1,5l de uma deliciosa sobremesa para esses dias infernais de calor.

Notas:
- Pode-se usar limão siciliano para um sabor mais suave e nesse caso, recomendo também colocar as raspinhas para um resultado mais aromático. 2 a 3 sementinhas de cardamomo também fazem diferença – só lembre de passar a mistura por uma peneira antes de juntar às bolinhas, para tirar qualquer resquícios das sementes.
- Em casa, a minha mãe coloca na poncheira e deixa uma concha para que cada um se sirva à vontade. Mas se não for o caso, coloque em tigelinhas individuais e decore com folhinhas de hotelã.
- Se for para levar na casa de alguém, pode deixar no congelador depois de preparar. Leve para oa sua reunião e deixe num cantinho que até a hora de servir, fica no ponto.

2 comments 27.11.09

Umeshu – parte II

Em teoria, fazer o seu próprio umeshu não dá nenhum trabalho: alternam-se camadas de umê com açúcar em um grande pote de vidro, e o resto do volume é preenchido com shochu ou outro destilado incolor. Porém, na prática é preciso esperar 1 ANO para que a bebida atinja o ponto ideal.

Por isso, desde setembro eu, a Andrea Onishi e a Adriana Asimizo estamos pajeando os nossos potes e já especulamos sobre abrí-los em seis meses, quando o licor deve estar bom para uma primeira degustação, num lindo piquenique ao pé de uma ameixeira florida.

A receita que estou usando vem do link que a Andrea publicou no twitter que além de ter o passo-a-passo também explica que existem versões sazonais da bebida com outras frutas típicas do japão. Esse é o link para uma versão com morangos, que parece ótima.

A COMPRA DOS INGREDIENTES

Numa segunda-feira de setembro, logo pela manhã comecei a receber mensagens sobre o aparecimento de ume em pacotes nos mercadinhos da Liberdade. Tive informações sobre o peso, preço, endereços… tudo pelo twitter. Inclusive a alarmante notícia que de as batchians estavam comprando tudo.

Quando finalmente pude ir até lá, constatei que os preços dos ingredientes para umeshu variam bastante. Um bom exemplo foi o destilado incolor: o mesmo produto custa de 40 a 22 reais.

Existem tantas marcas e rótulos diferentes de shochu que decidi pedir ajuda na adega do bairro. Conversando com a vendedora, descobri que uma boa opção era comprar o álcool de cereais japonês produzido no distrito de Ginza/Tóquio, pois ele interferiria o mínimo no sabor do umeshu. Ela também me mostrou uma versão gaseificada para ocasiões especiais e o licor de yuzu (um tipo de limão japonês). Nota: o preço de R$ 95,00 me fez pensar seriamente em testar um licor com limão siciliano caso o umeshu dê certo.

A descoberta feliz do passeio foi encontrar por acaso o tal Rock Sugar em um providencial pacote de 1kg para licores. O Rock Sugar é resultado do resfriamento e cristalização de uma solução supersaturada de água e açúcar. É facilmente encontrado em pacotes menores, com pedrinhas bem pequenas e coloridas, comercializadas como balas – para quem assistiu A viagem de Chihiro são as estrelinhas que o Kamaji joga para os seus ajudantes de foligem.

O pacote custou R$ 8,00 em setembro, e na semana passada tinha em vários mercadinhos na Rua dos Estudantes.

7 comments 09.11.09

Umeshu – parte I

Com esse calor que tem feito, uma das minhas bebidas favoritas é o Umeshu Sawa (soda) a mistura de licor de ameixa japonesa (umê), gelo e água com gás.

A bebida é doce e licorosa, feita com a fruta que sempre associei a um sabor bastante azedo por causa das conserva (umeboshi) que é bastante apreciada pelos japoneses (e totalmente detestada por todos os meus amigos de infância que sempre caiam na história da “balinha rosa” japonesa).
Tem graduação alcóolica entre 10-15% e também é apreciada pura, só com gelo, misturada com àgua tônica, aquecida como saquê… e li que existem quem misture no chá, leite, cerveja e até no isotônico.

O umeshu é facilmente encontrado no bairro da Liberdade, em São Paulo. Existem várias versões engarrafas que variam de 11 a 85 Reais dependendo da quantidade (varia de 180ml a 1,2l), marca, origem e do estabelecimento.
O nacional tem mel na composição, é doce e faz sucesso entre as minhas amigas que gostam das bebidinhas doces. A versão japonesa, feita com saquê, agrada mais quem prefere bebidas menos adocicadas, mas ainda assim está longe de ser uma bebida seca.
Para saciar a curiosidade, é possível provar a dose por 11 a 18 reais em bares e restaurantes do bairro.

4 comments 08.11.09

Previous Posts


Feed/RSS Bistrô Pregui

Outros Posts

Categorias

Tags

eventos japonês

Arquivo

Links randômicos

Amigos

Culinária

Inspiração

Referência

www.flickr.com
This is a Flickr badge showing items in a set called Bistrô Pregui. Make your own badge here.